domingo, 13 de janeiro de 2019

Alexandre Garcia reforça a credulidade popular

Por Almir M. Quites




Até tu, Alexandre Garcia?! 

Que motivações sustentam a credulidade popular? Até o experiente Alexandre Garcia acredita que o processo eleitoral foi honesto? É difícil crer nisso, mesmo ouvindo sua voz!

Recebi várias vezes o mesmo áudio, pelo Whatsapp, onde o conhecido jornalista Alexandre Garcia diz que, pela primeira vez, tivemos uma eleição em que o povo não foi manipulado pelos poderosos; que a internet destruiu o controle de massa!

Disse ele: "Nunca vi uma eleição assim tão democrática, porque, pela primeira vez, o eleitor está liberto de tutela por um modo geral. Pode ser que ainda exista aquele que vota para receber bolsa família, clientelismo, voto de cabresto, pode haver isso ainda, mas a rede social libertou o eleitor de outras influências, da televisão, do rádio, dos jornalistas, dos artistas".

O jornalista expõe uma credulidade que eu não consigo acreditar que seja verdadeira.

Ouça o áudio de Alexandre Garcia:

🔊--- ---🔉

Agora, comento.

Meu primeiro voto também foi em 1960, tal como aconteceu com o conhecido jornalista. Em que mundo Alexandre Garcia viveu todo este tempo? Terá sido o mesmo meu?

Fico pasmo diante desta opinião, vinda de tão experiente jornalista. 

O fato é que ele não explicou o porquê destas suas afirmaçõesEntão, vou explicar as minhas razões para discordar dele.

Parece-me óbvio que Alexandre Garcia fez uma interpretação equivocada. Terá sido "auto engano"? O que houve nestas eleições foi a introdução de novas ferramentas de controle de massa: as redes sociais.

Esta foi a eleição mais suja que já vi em toda a minha longa existência. Em vez de argumentos, tivemos pequenos textos, geralmente de um único parágrafo. Para cada argumento, centenas de comentários onomatopaicos, como "kkkkk", às vezes com origem em palavras existentes, como "fiadaputa", e até algumas palavras verdadeiras, como "idiota", "mito", entre outras, geralmente ofensivas.

Os eleitores foram enganados por centenas ou milhares de robôs e de cyborgs que espalharam milhões de mentiras em textos curtíssimos, imagens, áudios ou filmes, usando perfis falsos. Estas mensagens eram repassadas por descuidados, tolos e também por pessoas sem qualquer apreço pela verdade.

A quase totalidade dos usuários das redes sociais até respondiam a estas mensagens automáticas, pensando serem de gente como eles. Respondiam também com pequenos comentários e recebiam de volta, dos mesmos robôs e cyborgs, respostas vagas e provocativas (que serviam para qualquer que fosse o comentário), além estímulos como "B17", "EleNão", "PTSim", "Maladadd", "👏👏👏" , "👉", etc., que os tolos também repassavam pela rede.

Neste contexto de insanidade, os eleitores escolheram seus candidatos, esquecidos de que a crise brasileira é real e gravíssima. Assim, a democracia é ilusória. Não  se discute os reais problemas brasileiros.

As redes sociais, com seus softwares que são capazes de fingir que são gente, contribuíram muito para induzir a polarização entre os dois candidatos que iriam para o segundo turno das eleições, justamente os mais rejeitados (
segundo as duvidosas pesquisas eleitorais). A sensação de unanimidade que criam entre os eleitores tem alto poder de convencimento.

A polarização é burra, "mata" a todos! Os primeiros a "morrer" são os inocentes que não a aceitam e não participam dela! Estes, logo de início ficam sem voz. Seus argumentos, por mais bem elaborados que sejam, não são ouvidos. Pior, são cerceados por ambos os polos.

O que causou esta polarização? Claro que havia uma enorme rejeição ao PT e aos demais partidos da extrema esquerda. Mas isto não seria suficiente para que, já no primeiro turno das eleições, o voto apavorado causasse a migração para uma polarização tão acentuada.

Pense comigo! Começo fazendo algumas perguntas a você, amigo leitor.

Por que muitos eleitores acreditam nas pesquisas eleitorais e tomam decisões com base nelas? Será que não sabem que estas pesquisas são encomendadas, que são feitas por entidades privadas, sem qualquer fiscalização independente, e que rola muito dinheiro por trás delas? Não sabem que são sempre os mesmos institutos que fazem as pesquisas e que, por alguma razão muito estranha, precisam registrar os resultados no TSE antes da divulgação? Por que o TSE se mete a regulamentar as pesquisas eleitorais? De onde, afinal, vem a confiança nestes institutos?

Para mim, a intenção de voto, tanto de Haddad como de Bolsonaro, foram superestimadas além da conta e causaram muito medo nos dois lados. Isto aumentou a real intenção de votos nestes dois. Havia interesse nesta polarização. Provavelmente, sem ela, Haddad nem chegaria ao segundo turno. Ela foi artificialmente induzida.

Assim, as pesquisas eleitorais induziram o eleitor. Em outras palavras, todos aqueles que mudaram sua intenção de voto com base nelas foram "levados pelo cabresto". Por medo do PT, desfiguraram o objetivo do primeiro turno! Isto é gravíssimo.

Já havia um forte e disseminado sentimento anti PT. Não interessavam as qualidades dos candidatos, nem a eficácia do novo governo, o que o povo almejava era uma mudança radical, quase vingativa, que extinguisse o PT.

Parece-me que houve um efeito colateral imprevisto: a polarização ocorreu de modo desequilibrado. A migração de votos foi muito mais forte a favor de Bolsonaro. A aversão do povo ao PT deve ter sido subestimada! Parece-me que o PT foi vítima de seu próprio fanatismo.

Enfatizo que pregação do "voto útil" no primeiro turno desencadeou um movimento mais assimétrico do que o esperado, além de revelar a falta de educação dos eleitores para a democracia.

O segundo turno foi criminosamente antecipado e, com isso, no verdadeiro segundo turno, o povo brasileiro teve que escolher entre os dois candidatos mais rejeitados! Tivemos extrema direita contra extrema esquerda. No meio apenas um vácuo produzido pela polarização induzida. Ambos os polos não se diferenciam em comportamento. Ambos são fanáticos.

Para quê segundo turno se o primeiro já havia polarizado e decidido?

Estas pesquisas eleitorais têm servido para conduzir os eleitores há décadas. Já mostrei, em artigo de 2014, que elas apresentam erros muito maiores do que anunciam. Se não fosse assim, institutos diferentes, que façam pesquisas em períodos que se sobreponham, teriam que ter resultados dentro das margens de erro anunciadas, mas isto não acontece.

Para entender isto melhor, leia os dois artigos de 2014, indicados mais abaixo.

Os jornalistas e comentaristas de TV falam das pesquisas como se fossem perfeitas, infalíveis. Assim, induzem o povo a acreditar nelas. Esta aceitação popular é nada mais que um ato de fé cega, induzido pela mídia!

Houve fraude em 2018 nas urnas eletrônicas?

Como é impossível fiscalizar o comportamento real das urnas eletrônicas (não existe voto real que possa ser recontado), só posso concluir que sempre haverá risco de fraude. Logo, a pergunta passa a ser: os criminosos tiveram interesse em fraudar estas eleições?

Outra questão é: a possível fraude das urnas eletrônicas seria capaz de corrigir o desequilíbrio da polarização, que foi muito grande a favor de Bolsonaro, sem despertar mais suspeitas?

A fraude deve ter ocorrido, constava da programação, mas foi insuficiente. Na minha opinião, a OrCriM — que estava sob pressão — preferiu ser prudente, admitiu veladamente a derrota e passou a apostar no controle do novo presidente através da jogo de bastidores próprio da velha política.

Isto não significa que não tenha havido fraude suficiente para eleger senadores e deputados federais, governadores, além de outros, como parentes e pessoas de confiança de gente poderosa.

Enfim, Bolsonaro foi eleito! Isto, no entanto, não significa a aniquilação do PT, como assegura a propaganda eleitoral. Bolsonaro foi associado ao PT durante 20 dos seus 30 anos de mandato parlamentar. Não me surpreenderei se aos poucos, eles voltem a ser aliados. Justificativas não faltarão. Por exemplo: "a pacificação da Pátria Mãe Gentil"!

Se esta aliança não ocorrer, ainda assim haverá espaço para o PT. Considero como muito provável que um eventual governo de Bolsonaro seja extremamente conflituoso, a ponto de criar um ambiente propício para o renascer do PT e seus aliados, renascer das cinzas, então como oposição.

Considero um erro grave acreditar que a eleição de Bolsonaro signifique o fim do PT.

Pobre país! O povo, manipulado e enganado, já elegeu Lula (
um analfabeto funcional) duas vezes e Dilma (idem, apesar de ter diploma de curso superior!) também duas vezes. O cargo de Presidente da República está banalizado, vilipendiado!

Agora, continue lendo, com muita atenção, o artigo indicado a seguir. Você entenderá como é feita a manipulação do eleitor. Depois, volte aqui para ler o restante deste texto.
VOTO DE CABRESTO
http://almirquites.blogspot.com/2018/10/voto-de-cabresto.html
Pesquisa eleitoral => voto de cabresto => voto constrangido.

Não é de hoje que teço considerações deste tipo! Em 2014 escrevi dois artigos sobre este assunto.

O primeiro, em agosto de 2014, foi este:
AS PESQUISAS DE OPINIÃO MERECEM CRÉDITO? http://almirquites.blogspot.com/2014/08/as-pesquisas-de-opiniao-merecem-credito.html

O segundo, em setembro de 2014, foi este:
AS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO SÃO CONFIÁVEIS? http://almirquites.blogspot.com/2014/09/pesquisas-de-intencao-de-votos-sao.html

O primeiro artigo foi logo após o acidente aéreo no qual o candidato Eduardo Campos faleceu. O segundo foi um mês depois, quando fiz uma análise dos resultados de diferentes pesquisas de intenção de voto.

Concluí que as pesquisas de intenção de voto serviam para conduzir a expectativa dos eleitores para o resultado que as urnas estavam programadas para produzir.

Claro que a fraude feita na apuração eleitoral eletrônica deve ser feita em escala tão reduzida quanto possível, porque, desde 2006, as urnas eletrônicas estão sob crescente suspeição.

Em 2010, a fraude feita na urna não foi suficiente e os fraudadores tiveram que acionar o "algoritmo" da fase de totalização de votos, o que eles deveriam evitar, por ser mais perigoso.

Para entender esta última afirmação, leia aqui:

Verdade ou simples conto? Conto do vigário ou conto literário?
VIAGEM NO TÚNEL DO TEMPO
http://almirquites.blogspot.com/2016/03/viagem-ao-passado-dificil-de-engolir.html

Vocês sabiam que, na Coréia do Norte, o ditador vence todas as eleições com mais de 96% dos votos totais? O pai dele e o avô, também ditadores, venciam eleições do mesmo modo, com unanimidade incompatível com democracia. Como eles conseguem isso? Seria com lisura?


Fraudes eleitorais de grande escala sao agora possiveis com a votacao eletrônica, especialmente com urnas do tipo usado pelo Brasil (tipo DRE).
Contudo, o jornalista Alexandre Garcia achou que tivemos eleições limpas! Certamente vivemos em planetas diferentes.


𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼


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Para ler artigos sobre as urnas eletrônicas brasileiras
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  1. O que houve com o Pré-Sal?
  2. Novo Presidente: JAIR BOLSONARO! E agora?
  3. Ufanismo com o Mito
  4. O desprezível debate político nas redes sociais
  5. Nem falo da crise econômica
  6. O caso do Juiz que pretendia periciar as urnas eletrônicas
  7. Urna eletrônica: os fatos sem os boatos
  8. Expectativas com o governo de Bolsonaro
  9. GloboNews repassa "Fake News"
  10. Ilusões e o processo eleitoral brasileiro
  11. Já não se faz Glonews Painel como antigamente

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Meu aniversário n° 77

Por Almir M. Quites


OBA!!!

Cheguei aos 77! 

Nasci no verão de 1942, no décimo dia daquele ano.



Se 22 são dois patinhos na logoa...

São setenta e sete anos,
como duas girafinhas
que desfrutam da lagoa
das muitas memórias minhas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O que houve com o Pré-sal

Por Almir M. Quites


O que houve com o Pré-sal? 

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Novo Presidente: Jair Bolsonaro. E agora?

Por Almir M. Quites


Hoje, dia primeiro de 2019, o presidente eleito Jair Bolsonaro tomará posse como o 38º presidente da República Federativa do Brasil, o maior país da América Latina, sob muita pompa, sob um esquema de segurança inédito para a ocasião e sob grande expectativa e ufanismo popular. 

domingo, 30 de dezembro de 2018

Ufanismo com o Mito

Por Almir M. Quites



Depois de um ano de campanha eleitoral de descomedido baixo nível, carregada de xingamentos e de mentiras ("fake news"), estas impulsionadas por robôs, as bombas de recalque das redes sociais, pergunto-me: é razoável este ufanismo com o Mito Bolsonaro? 

domingo, 9 de dezembro de 2018

O desprezível debate político das redes sociais

Por Almir M. Quites



Twitter, Whatsapp, Facebook, Instagram... Injúria, difamação e calúnia proliferam. 

As pessoas debatem, mas quase não se comunicam. Os debatedores se debatem, mas a discussão não evolui. Parece que escrevem sem antes ler e pensar no que os antecessores escreveram. A grande maioria dá opinião sobre o que não entende e, se algum participante tiver conhecimento, não terá o reconhecimento disto. Assim, o grupo de debatedores se nivela por baixo e o debate político se torna desprezível.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O inapto ministro

Por Almir M. Quites


"Eu prendo e arrebento", dizia o presidente general João Figueiredo, no final da ditadura militar, ao explicar o que faria com quem fosse contrário a abertura política. Hoje, até o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) aderiu a este soturno comportamento político!

Ontem, o Ministro do STF, Ricardo Lewandowski, desrespeitou o principio constitucional da a "Liberdade de Expressão" e abusou do seu cargo para ameaçar um cidadão que criticou o Supremo Tribunal Federal. Ele deveria saber que quem ocupa cargo público deve estar aberto às críticas e às cobranças. Todo brasileiro deve ter o direito de expressar sua opinião sobre as instituições do seu país.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Nenhum poder sobre o STF

Por Almir M. Quites
Fonte: adaptação de charge de Bessinha (Tribuna da Internet): http://2.bp.blogspot.com/-a3qEWf2IA14/Vn21SGICjnI/AAAAAAADiM8/HgnET9s4CL0/s640/06d9ec50ef774c1a973672d2b857f9ca.jpg

O argumento que prevaleceu no STF, ontem, foi que "o Presidente tem poderes ilimitados para dar indulto de natal aos presidiários". UM ABSURDO!

domingo, 25 de novembro de 2018

Nem falo da crise econômica

Por Almir M. Quites


Temos um sistema eleitoral que precisa ser corrigido. Não basta apresentar candidatos aos eleitores e fazê-los votar! Não devemos aceitar este sistema que sempre nos leva a escolher "o menos pior" no meio de uma sufocante e demente propaganda que apresenta os candidatos como se fossem mitos, semideuses, salvadores da Pátria! Não podemos continuar elegendo pessoas incompetentes para os mais altos cargos da República.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Overdose na polarização eleitoral

Por Almir M. Quites



A eleição presidencial foi sórdida, indecente, tensa demais e com graves retrocessos! O percentual de votos nulos foi o maior desde 1989. A soma dos percentuais de nulos, brancos e abstenções ultrapassou a marca de 30%. Isto se deve a decepção não só com os políticos, mas também com o processo eleitoral e a urna eletrônica. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Expectativas com o governo Bolsonaro

Por Almir M. Quites



Não votei no Bolsonaro, nem no outro, porque achei que nenhum dos dois tinha condições para assumir o cargo mais importante da nação, mas desejo que Bolsonaro faça um bom governo!

domingo, 28 de outubro de 2018

O caso da Seção 227 da Zona Eleitoral 404

Por Almir M. Quites

Defeito do eleitor: patológica mania por transparência.
Quer ver o seu voto!

Coisas muito estranhas ocorreram no primeiro turno das eleições de 2018!

A questão das URNAS ELETRÔNICAS já  não pode ser discutida no Brasil, porque o governo instituiu a censura nas redes sociais. Isto é muito grave. Pode ser até que este meu blog, que não tem expressão nacional, também seja censurado. 

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