domingo, 18 de setembro de 2016

Dias Toffoli hostiliza a Lava-Jato

Por Almir Quites - 17/09/2016

O envolvimento do ministro
José Antônio Dias Toffoli com os interesses do Partido dos Trabalhadores (PT) é notório. Há cerca de três meses, ele esteve no foco do noticiário ao revogar, de modo irregular e altamente suspeito, a prisão do "cumpanhero" Paulo Bernardo, determinada pela Operação Custo Brasil da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Veja mais detalhes aqui: http://almirquites.blogspot.com.br/2016/06/toffoli-solta-ex-ministro-paulo-bernardo.html

Ontem, dia 16, o ministro Dias Toffoli, vice presidente do STF, reiterou publicamente a sua irritação com os procuradores da Operação Lava-Jato que acusaram o ex-presidente Lula. O ministro não conteve sua alma e seus interesses petistas.

Toffoli falou de uma tal de "ditadura do Judiciário" e comparou a Lava-Jato à ditadura militar. Disse: "O Poder Judiciário tem que ter uma preocupação: não exagerar no seu ativismo. Se exagerar no seu ativismo, ele vai ter o mesmo desgaste que tiveram os militares".

Como assim, Sr. Ministro? Quando a Justiça atua contra seus companheiros e aliados o senhor entende haver excessos?

A ação dos juízes e procuradores da Lava-Jato circunscreve-se ao que é sua função, a qual consiste em lutar contra a corrupção e a impunidade. Se não houver esse empenho do judiciário, o Brasil continuará regredindo, vítima dos ladrões de colarinho branco.

Senhor Ministro, o que os brasileiros mais querem é justamente que o Judiciário e a Lava-Jato trabalhem firmes e corajosamente para desbaratar o gigantesco esquema de corrupção armado pelo seu PT! O que o senhor quer impedir é exatamente o nosso maior sonho!

Toffoli disse também a seguinte e enigmática frase: "Se nós quisermos ser os protagonistas da sociedade brasileira, começarmos a fazer sentenças aditivas, começamos a fazer operações que tem 150 mandados de busca e apreensão num único dia... Temos que refletir".

O ministro está tonto ou disse algo ininteligível para nós que somos simples mortais?

Em outro trecho, o ministro Dias Toffoli concordou com Lula, ao enaltecer os políticos. Em sua opinião, combater a corrupção dos políticos é o mesmo que criminalizar a política! Ele se expressou assim: "Se criminalizar a política e achar que o sistema judicial vai solucionar os problemas da nação brasileira, com moralismos, com pessoas batendo palma para doido dançar e destruindo a nação brasileira e a classe política... É o sistema judicial que vai salvar a nação brasileira?"

Sim, Sr. Toffoli, o sistema judicial há de solucionar o maior problema da nossa nação: a corrupção. Este é o nosso sonho, a nossa esperança. Que o judiciário tenha sucesso! Amanhã há de ser outro dia, moralmente bem mais saudável!

O ministro Toffoli perdeu a oportunidade de ficar na moita. Atiçou nossa indignação e fez voltar ao noticiário parte das tenebrosas transações que o enlaçam. As empresas Queiroz Galvão e IESA Óleo & Gás (que são alvos da Operação Lava Jato, por terem fornecido propinas em contratos de R$ 1 bilhão para a Petrobrás sem que houvesse licitação) fizeram pagamentos em 2008 e 2011 para o escritório de advocacia de Toffoli. Hoje, a Rangel Advocacia pertence à mulher do ministro, a advogada Roberta Rangel. Veja mais detalhes aqui:
http://veja.abril.com.br/politica/alvos-da-lava-jato-pagaram-para-escritorio-de-mulher-de-toffoli/

O ex-gerente de engenharia da Petrobrás, Pedro Barusco, comentou, em delação premiada, que recebeu propina desse contrato de consórcio com a Rangel Advocacia. Essas investigações estão sendo feitas pela 33a fase da Operação da Lava Jato, denominada de "Resta Um". Quem será?

Segundo Barusco, o contrato com o escritório teve suborno de 2% dos valores iniciais de R$ 627 milhões, sendo 1% para o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, 0,5% para diretores da Petrobrás e 0,5% para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Consta também que a Andrade Gutierrez, também alvo da Lava Jato, pagou R$ 50 mil para o escritório da mulher de Toffoli, quando o ministro era sócio do escritório.

Tudo isso precisa ser bem apurado pela Justiça, dentro de um complexo cronograma muito bem montado, para evitar que o ministro Toffoli possa atuar em processos com os quais tenha interesses pessoais em jogo, já que ele irá julgar a maioria dos casos da Lava-Jato.

É óbvio que o ministro Dias Toffoli não se furtará de julgar tais processos, ele não encontrará o menor motivo para seu impedimento de participar do julgamento relativo aos pagamentos feitos pelas empresas ao escritório de advocacia que era seu e que agora é de sua mulher.

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