segunda-feira, 14 de abril de 2014

DOUTRINAÇÃO NAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES

Almir M. Quites - abril de 2014

São muitas as denúncias de doutrinação política nas escolas públicas brasileiras. Isso revela o fracasso do sistema educacional e se insere num processo muito maior que objetiva a captura do Estado brasileiro por uma grande organização criminosa.


A universidade deveria assumir claramente o combate à doutrinação, com fundamento nos valores humanos universalmente aceitos (Declaração da ONU), especialmente os telativos à integridade moral e física e a liberdade pessoal, civil e política. No entanto, a universidade tambem foi dominada pelos militantes da citada organização.

Doutrinação é o ato de incutir nas pessoas ideologias e/ou crenças, tidas como princípios obrigatórios entre os membros de um grupo ou comunidade, nos mais diversos campos. As ideologias são estruturadas para gerar e unir militantes em torno de propósitos políticos de interesse de quem as formula. Como a própria ideologia, estes militantes são instrumentos manejados por líderes maiores que agem com discrição (adeptos do "low profile") e que geralmente desconhecem.


A universidade, como qualquer outro estabelecimento de ensino e pesquisa, pode e deve estudar e discutir as diferentes ideologias e suas estratégias de dominação, mas não deve promover a doutrinação de seus alunos, porque cada pessoa deve ter o inalienável direito à absoluta liberdade para construir seu próprio arcabouço de valores.

Doutrinação é parente muito próximo da lavagem cerebral. Só difere dela quando não emprega métodos de violência explícita, atendo-se a um envenenamento quase imperceptível e gradual, como na propaganda comercial. 


Os estabelecimentos de ensino não devem fazer doutrinação como não devem fazer propaganda comercial. A vítima não percebe o que está sendo inoculado e, aos poucos e sem perceber, vai se tornando escrava de grupos ou partidos e acaba como doutrinadora também, num nocivo processo de multiplicação infecciosa.

A propaganda política é doutrinação, visa influenciar o sistema de valores dos cidadãos e sua conduta, por meio de um discurso persuasivo buscando a adesão aos seus interesses. A sua abordagem clássica é a distribuição maciça de informação com a intenção de apoiar uma determinada opinião política ou ideológica. Embora a mensagem possa parecer verdadeira ou apenas incompleta e não-partidária, ela é desinformação, logo não é neutra e/ou equilibrada sobre os temas em debate, sendo sempre apresentada de forma assimétrica, subjetiva e emocional.

Ensino não deve ser confundido com doutrinação. Ao contrário, o ensino deve capacitar o aluno a reconhecer a doutrinação e a defender-se dela. Esta é uma das principais razões pela qual o professor deve ser preparado com um cuidado muito especial. Quando o sistema educacional falha neste aspecto, a população cai nas garras de militantes políticos inescrupulosos que aplicam fabulosos recursos financeiros na doutrinação das massas e no controle da informação. Muitas vezes o governo gasta até mesmo vultuosos recursos públicos na doutrinação em massa. Isto é tão ou mais desonesto que roubar recursos públicos para enfiá-los no próprio bolso. O povo sofre, ainda que não perceba a origem do mal.

Nosso Brasil é especialmente vulnerável à doutrinação política, porque cerca de 68% da população é analfabeta funcional. Estes analfabetos são aqueles que são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações. Somando esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (
25% da população) é plenamente alfabetizado. O brasileiro é presa fácil destes predadores.

No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais! Uma vergonha!

Uma educação de qualidade precisa de um corpo docente bem preparado, que valorize o estudo sério, penoso, mas necessário e saudável, balizado pelo mérito e pela competência.

O objetivo de quem doutrina, ao contrário de quem educa, é incutir em seus alunos as suas próprias crenças e opiniões. Quem doutrina é, acima de tudo, parcial e desonesto, pois é pago para educar e, ao invés disso, doutrina.

O objetivo de quem educa, ao contrário de quem doutrina, é capacitar os seus alunos a examinar os fundamentos dos diferentes pontos de vista sobre um determinado assunto, para que, assim, compreendam o assunto e se capacitem a gnosiologicamente e por si mesmos aceitar ou rejeitar os diferentes pontos de vista ou a mantê-los sob exame pelo tempo necessário para uma tomada de posição mais segura no futuro. 


Quem educa é, acima de tudo, respeitador e honesto, alguém que respeita a individualidade de seus alunos e não pratica a doutrinação, porque é pago para educar.

Quem educa prepara o aluno para ser um crítico da sociedade em que se insere. Quem doutrina prepara o aluno para ser conduzido pelo cabresto, sem a liberdade para pensar, escolher e agir, portanto sem condições de se tornar um ser verdadeiramente moral.

As escolas em que há doutrinação afetam o caráter dos jovens para toda a vida e colocam os pais num terrível dilema: como fazer para imunizar seus filhos contra a doutrinação escolar?

A tomada de posição contra à doutrinação implica num comprometimento com valores e ideais básicos, como o direito à liberdade de pensamento e à racionalidade, como o dever à honestidade, à solidariedade etc. Estes valores básicos devem ser defendidos com argumentos que difiram substancialmente da doutrinação, a qual trata como questão fechada aquilo que é, de fato, questão aberta.

Por que os professores abdicam da educação e caem na doutrinação? Respondo, por que foram doutrinados e tornaram-se fanáticos. O doutrinador fabrica fanáticos, que por sua vez tornam-se doutrinadores e assim se reproduzem desde séculos.

O século passado foi palco de diversas e intermináveis batalhas beligerantes fomentadas em grande parte pelo ímpeto humano de conquista e dominação, característica muito presente no espírito revolucionário. Também foi, e ainda é, palco da maior e mais duradoura guerra fria de que se tem notícia na história da humanidade: a guerra ideológica, também conhecida como guerra cultural. Daí decorrem vários embates, como entre as tais "direita e esquerda"; a disputa planetária que vem sendo travada há quase um século entre o comunismo e o capitalismo; entre os que defendem o totalitarismo e aqueles que amam a democracia. Todos eles têm a mesma vertente.

Quem luta pelo poder não respeita os direitos dos outros. O comunismo é um sistema de luta pelo poder que gera regimes totalitários e expansionistas. A democracia é voltada para si mesma e emprega praticamente todas as suas energias na busca da solução dos problemas existentes na sua comunidade, visando à implantação dos direitos sociais e individuais reconhecidos na Constituição, ao aprimoramento desses mesmos direitos e também das instituições, sempre com vistas ao bem estar da nação.

Nas democracias, o Estado existe para servir ao povo. O Estado não tem dono. Já no comunismo (
hoje também disfarçado de “socialismo”), por se tratar de um regime onde os direitos dos cidadãos não são minimamente reconhecidos, o objetivo se resume ao fortalecimento do próprio Estado ou Partido. 

Fora da democracia, o Estado tem dono. O objetivo é ampliar o poder dos donos do Estado. Nada mais importa. Logo, os donos do Estado, seus agentes e militantes, estarão sempre numa guerra interminável, contra seu povo e contra os povos vizinhos. A doutrinação nas escolas torna-se obrigatória e estas se transformam em fábricas de revolucionários radicais e passam a incutir o ódio entre as pessoas, a dividi-las em classes que são incentivadas a se contraporem. Os doutrinadores políticos geralmente tentam transformar os jovens em líderes que combatam pela conquista insaciável do poder político. Os piores bandidos tornam-se os principais líderes do Estado. Política passa a ser guerra. Os inimigos do Estado devem ser eliminados.

A História registra os resultados alcançados por estes líderes fanáticos. Os revolucionários do século XVIII, por exemplo, levaram o povo ao sofrimento, à vivência da crueldade, ao barbarismo. Em 1792, as prisões de Paris foram cenário dos “massacres de setembro", que consistiram num verdadeiro ensaio do "Grande Terror", que viria a seguir. Alegando atuar em “legítima defesa do povo”, a plebe sacrificou os prisioneiros, inclusive simpatizantes da causa revolucionária, a golpes de foice e pauladas, sem lhes dar oportunidade de defesa. Entre os inúmeros nobres vitimados estava a princesa de Lamballe, que foi esquartejada pela multidão por ser próxima da rainha Maria Antonieta. Esta, no ano seguinte, foi guilhotinada, sob humilhações públicas, o mesmo ocorrendo com o rei Luís XVI. Ambos, embora tenham tentado, com meios extremados, preservar seu poder absoluto, o que era próprio do Antigo Regime, não eram os monstros pintados pelos exagerados revolucionários radicais. Estes, plenos de ódio, atacavam não apenas pessoas, mas também todo o tipo de símbolo e organização social que, para eles, representasse "o inimigo" de alguma forma.

A democracia é um valor que precisa ser defendido urgentemente.

Atualmente há uma gerra cultural em curso na América Latina pelo conquista do poder político e financeiro. Esta guerra é violenta e absolutamente sem ética. O grande movimento vermelho, formado por todos os partidos de bandeira vermelha, luta pelo poder insaciável. Os povos do continente serão as maiores vítimas. No contexto latino americano, o PT é apenas um partido nesta guerra, embora para nós, brasileiros, pareça ser o centro de toda a guerra.

O objetivo não é ganhar a guerra, mas ganhar poder permanentemente. O desenvolvimento dos povos absolutamente não interessa. Isolar os paises dominados do resto do mundo faz parte da estratégia. Nós, os democratas, precisamos frear o processo de isolamento do Brasil em relação aos países mais civilizados do mundo e bloquear a aliança feita ultimamente com governos totalitários e genocidas da América latina.

Para entender o que de fato se passa, basta ler o que os "vermelhos" realmente propõem e buscam. Eles se organizam nas reuniões do Foro de São Paulo. Há vídeos que vazam para a internet e neles pode-se ver o que se passa lá dentro, quando estão traçando o nosso futuro sem nos consultar.

Ficar do lado dos "vermelhos" é ficar do lado do retrocesso: menos soberania nacional (
basta ver o financiamento do Porto Cubano e a perda de duas refinarias nossas para a Bolívia), maior dependência de ditaduras e destruição do nível de vida da população. 

No Brasil, o Estado foi sequestrado por uma organização criminosa maior que é  orbitada por numeroras outras organizações criminosas menores. A organização maior é preponderantemente "vermelha", mas os objetivos se resumem a conquista e preservação do poder

Combater os "vermelhos", como inimigos de uma guerra, é cometer o mesmo erro que eles cometem. Neste caso, uma eventual vitória, não significaria o nascimento de uma genuina democracia, seria apenas tornar a direita a nova dona do Estado. Apenas trocariamos os donos do Estado. No entanto, o que queremos é um Estado sem dono, ou seja, uma democracia. Para salvar o Estado, precisamos aprimorar a democracia e aprender a reconhecer as táticas de guerra daqueles que o dominaram.

Há  muitos livros escritos sobre estas táticas. Começou com Maquiavel ensinando como os poderosos devem fazer para manter o poder. Depois, muitos outros intelectuais, de Marx a Lenin, de Gramsci e Saul Alinsky resolveram ensinar como conquistar o poder, atiçando os mais pobres a se sentirem impiedosamente excluídos.

Regras para Radicais: Uma Cartilha Pragmatica para Radicais Realistas é o trabalho final do organizador comunitário Saul Alinsky D., e seu último livro, publicado em 1971, pouco antes de sua morte. O objetivo declarado nas Regras para Radicais foi criar um guia para líderes comunitários futuros na tarefa de unir as comunidades de baixa renda, ou "pobres", a fim de "capacitá-los para ganhar a igualdade social, política e econômica, desafiando os agentes que promoveram sua desigualdade". 


Em estado de guerra não há desenvolvimento humano. Quando a política é confundida com guerra, os paises entram em retrocesso.

A seguir apresento um vídeo da palestra de Silvio Medeiros, conhecido publicitário e palestrante paulistano, que faz uma interessante abordagem sobre a obra de Saul Alinsky, considerado o maior ideólogo do esquerdismo norte-americano. Alinsky, em decorrência de sua própria estratégia de ação, cultivou o "low profile" (
resguardo). Como todo estrategista comunista preferia a discrição aos holofotes. A doutrina panfletária de Saul Alinsky, é seguida à risca por aqui, pela autodenominada esquerda latino-americana. Alinsky recicla Gramsci e assim cria sua “Rule for Radicals”, um monumento à vigarice como método de se chegar ao poder pela manobra do comportamento de manada do povo fanático e/ou inculto em sua subordinação aos líderes ideológicos. 

Alinsky compilou as lições que tinha aprendido ao longo de suas experiências pessoais de organização comunitária entre 1939-1971 e direcionados à nova geração de radicais.

A cartilha é dividida em dez capítulos e cada um fornece uma lição sobre como o organizador comunitário pode alcançar o objetivo de unir pessoas com sucesso em uma organização ativa com o poder de efetuar a mudança em uma variedade de questões. Embora voltado para a organização da comunidade, estes capítulos também tocam em uma miríade de outras questões como ética, educação, comunicação e filosofia política.

Embora publicados para a nova geração de organizadores de contracultura, em 1971, os princípios de Alinsky têm sido aplicados com sucesso ao longo das últimas quatro décadas por numerosos governos e partidos políticos. Por isso é preciso conhecê-las.


Vejam o vídeo.


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https://www.youtube.com/watch?v=i11taVO1hIY&spfreload=10
A. Quites


Mais leitura sobre este tema: 

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  2. OS JOVENS E SEUS ATAQUES A MOINHOS DE VENTO
  3. A CARTILHA COMUNISTA
  4. GOVERNO POPULISTA E INCOMPETÊNCIA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA
  5. MORREU O VERDADEIRO HERÓI CUBANO
  6. O FASCISMO DO SÉCULO XXI
  7. RÉPLICA A UM JOVEM: RESPOSTA A MEU SOBRINHO GUGU
  8. UMA NOITE EM HAUNTINGLAND
  9. VÍRUS DA DOUTRINAÇÃO INCURÁVEL FOI EXPOSTO NO RODA VIVA
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