quinta-feira, 12 de abril de 2018

A farsa eleitoral, segundo Javier Loaiza

Por Almir M. Quites

Urna com ficha suja

Muitos conhecidos meus pensam que só um pequeno bando de tolos, com apego a "teorias  conspiratórias", reclamam das urnas eletrônicas brasileiras. Esta é uma declaração obtusa! O mundo todo repele as urnas tipo DRE (como as brasileiras) pelos mesmos motivos que bem conhecemos. 

Achei muito interessante o livro LA FARSA ELECTORAL de JAVIER LOAIZA, editado em  2015 (ISBN: 9789584665041).

Trata-se de uma análise documentada das distintas formas eleitorais do mundo, das fraudes e recomendações para se reconstruir a integridade eleitoral. 

O perfil profissional do autor está no final deste texto.

Fiz uma tradução livre do capítulo 15, que começa com a frase de Bill Gates ao comentar as denúncias de fraude da Smartmatic na Venezuela: "Democracia é o último lugar onde a tecnologia deve ser usada.

Só acrescentei algumas NT (Notas do Tradutor) para mais clareza.

Agora leia a tradução. Depois volto para falar de nós, brasileiros e de nossas eleições.

Leia!

"A democracia é o último lugar onde a tecnologia deve ser usada", disse Bill Gates.

O uso de novas tecnologias, voto eletrônico e outras ferramentas provocaram um intenso debate entre os que acreditam que as novas tecnologias ajudarão a tornar os processos eleitorais mais transparentes e aqueles que afirmam que elas só garantirão que as práticas de fraude eleitoral sejam mais rápidas, mais opacas e mais devastadoras.

"Há muitas razões ser contra à implementação do voto eletrônico. A fé cega nos avanços da modernidade nos faz esquecer que os computadores são equipamentos programados por humanos, projetados para processar informações, para copiá-las e manipulá-las com extrema facilidade. Não há sistema de votação eletrônica capaz de garantir a integridade, o sigilo e a transparência do ato eleitoral; não existe na teoria ou na prática" (Busaniche).

O que está claro é que, em vez de resolver os problemas da fraude eleitoral, isso os agrava. A Fundação Argentina Vía Libre em seu livro "Voto Eletrônico: os riscos de uma ilusão" (Businche) destaca quatro razões, entre muitas outras, para se opor à implementação da votação eletrônica (Busaniche):

  1. Dificulta a participação do cidadão: os cidadãos estão comprometidos em exercer nosso direito de voto, mas também temos o direito (NT: e o dever, acrescento) de controlar e auditar o ato eleitoral. Esse direito de auditoria é o primeiro que perdemos ao incluir as urnas eletrônicas na votação, uma vez que apenas especialistas em eletrônica e ciência da computação seriam treinados para fazer esse tipo de controle, o que implica um nível muito alto de complexidade. Esta é uma das razões que justificaram a decisão do Supremo Tribunal Constitucional da Alemanha que, em 2009, declarou inconstitucional e proibiu o uso de urnas eletrônicas naquele país. O Tribunal alemão indicou que as eleições são um ato público e que, portanto, devem ser entendidas por qualquer cidadão, independentemente de sua formação. A implementação do voto eletrônico permitiria que a democracia deixasse as mãos dos cidadãos e estivesse sob o controle de uma elite.
  1. Coloca em risco o segredo do sufrágio: os sistemas eletrônicos incorporam certas características ao ato eleitoral que os tornam mais vulneráveis ​​à violação do sigilo. De fato, no Brasil, um país frequentemente tomado como um exemplo do uso desses sistemas, o sigilo do voto foi rapidamente, fácil e economicamente violado por uma equipe de pesquisadores que conseguiu identificar o sufrágio de um eleitor enquanto usava um urna eletrônica. A possibilidade de violar o segredo da votação é, além disso, a razão fundamental pela qual os Países Baixos  (a Holanda) pararam de usar urnas eletrônicas e voltaram a votar em papel a partir de 2008. Toda vez que se argumenta a favor do voto eletrônico, diz-se que ajuda a acabar com as técnicas clientelistas, como a votação em cadeia. Embora seja verdade que o sistema pode impedir alguns desses truques, a base do patrocínio político (clientelismo) é a possibilidade de identificar votos e eleitores, um problema que o voto eletrônico não resolve, mas também piora.
  2. Coloca em risco a integridade do voto: outro dos aspectos centrais do uso de sistemas de computador para votar é desmaterializar o voto, como ocorre no Brasil, onde o voto eletrônico (voto virtual) impede a contagem humana de votos e obriga os cidadãos a cegamente a confiarem nas tecnologias implementadas e nos responsáveis ​​pela sua implementação.
  3. Privatiza o ato fundador da democracia: as implementações de voto eletrônico disponíveis no mercado são, essencialmente, soluções propostas pelo setor privado. Ou seja, a implementação do ato eleitoral é terceirizada nas mãos de uma empresa, que é uma transferência do ato público essencial da democracia para uma empresa. Existem vários problemas decorrentes de um processo dessa natureza. A primeira é que os cidadãos não têm controle nem podem depositar confiança depositar confiança em ninguém, nem nas partes, nem no tribunal eleitoral, nem nas empresas. Nos Estados Unidos, onde o processo de votação eletrônica tem sido questionado por muitos anos, sabe-se que pelo menos dois dos três maiores fornecedores de máquinas de votar têm ligações diretas com o Partido Republicano, incluindo, em alguns casos, a participação acionária de políticos de alto nível.


Na Declaração de Santo Domingo de 2006 NT: Cúpula das Américas da República Dominicana), intitulada "Governança e desenvolvimento na sociedade do conhecimento", os Estados membros da OEA reconhecem que a tecnologia é uma ferramenta importante para que os países possam modernizar suas instituições, aumentar a eficiência na gestão, fornecer serviços do setor público, garantir a responsabilização e, em termos gerais, fortalecer a governança democrática. Consequentemente, vários países da região estão analisando a introdução de novas tecnologias em seus processos atuais, em particular a introdução do voto eletrônico nos processos associados a eleições e escrutínio, especialmente na ideia de simplificar o processamento de resultados, suprimir os erros humanos, prevenir a fraude e proporcionar maior transparência ao voto.

Um documento conceitual da OEA, preparatório para um seminário sobre experiências comparativas de implementação de votação eletrônica, realizado em outubro de 2013, em Lima, Peru, indica que, qualquer que seja o sistema de votação eletrônico adotado, "deve assegurar um conjunto de princípios para sua efetiva implementação: autenticação, unicidade dos votos, anonimato, impossibilidade de coerção, precisão, verificação (rastreabilidade), imparcialidade, auditabilidade, confiabilidade, flexibilidade, acessibilidade, viabilidade de uso, eficiência no custo, capacidade de ser certificado, invulnerável, aberto e econômico, isto é, competitivo em comparação com os custos do voto tradicional"(OEA-ONPE).

Este documento contém uma definição de voto eletrônico:

Ao contrário do voto tradicional baseado em papel, o voto eletrônico é aquele em que o eleitor usa um meio eletrônico (como um computador, urna eletrônica) para votar. Os votos são gravados, armazenados e processados por um computador. Além do ato em si, o conceito de votação eletrônica também inclui os processos que permitem votar, examinar, registrar e controlar a identidade do eleitor, a contagem dos votos expressos, a transmissão de resultados e a definição dos locais de votação a escolher.

(...)

Existem dois tipos básicos de votação, nomeadamente a votação presencial e a não presencial. O presencial é aquele em que o eleitor comparece no local de votação e sua identificação como eleitor válido é verificada no recinto físico autorizado pela entidade eleitoral e em uma estande isolado, na presença das autoridades eleitorais locais. Por outro lado, a modalidade de não comparecimento é aquela em que o processo de validação das credenciais de eleitores, a seleção de candidatos e a captura do voto são realizados fora do recinto eleitoral e fora da presença das autoridades eleitorais, ou seja, em um ambiente não controlado.

Se a enumeração do primeiro parágrafo acrescenta que a lista de cidadãos elegíveis para votar e o local de votação estão integrados num mesmo sistema, tudo permanece numa caixa preta controlada pelos designers, programadores e operadores de software e o resto dos mortais, nada têm a fazer senão submeter-se a eles. Acima de tudo, em caso de qualquer inconsistência ou reivindicação, não há voto físico que possa ser verificado. Isto é, o voto some, desaparece, a contagem desaparece, o controle desaparece, as testemunhas desaparecem, os júris da mesa (NT: mesa apuradora) são dispensados, tudo é assumido pelo sistema.

O Tribunal Constitucional Federal alemão declarou inconstitucionais os sistemas eletrônicos que foram utilizados nas últimas eleições gerais de 2005 e, portanto, não poderiam ser usados ​​desde as eleições de setembro de 2009. O Tribunal decidiu que o uso de máquinas eletrônicas contradiz a natureza pública do as eleições. Em vários países do mundo onde a votação eletrônica foi usada, eles logo voltaram atrás. Por exemplo, na Holanda, foi descontinuado em 2008. Na Bélgica, um dos países pioneiros neste assunto, há muitos partidos que pedem o retorno ao mecanismo tradicional. Não há boas notícias a favor do voto eletrônico.

Na Finlândia, em 2010, decidiu-se desistir do voto eletrônico até que se verificasse a sua evolução em outros países.

A Holanda, pioneira na implementação da votação eletrônica em 1965, determinou em 2008 a volta aos sistemas eleitorais baseados em papel e apuração manual.

A Irlanda decidiu, desde 2009, suspender o voto eletrônico e, em 2012, decidiu descartar definitivamente 7.500 máquinas eletrônicas adquiridas em 2002 devido à falta de confiabilidade.

No Reino Unido, a Comissão Eleitoral declarou que, com relação aos testes realizados, as garantias e garantias adotadas eram insuficientes e, conseqüentemente, determinou que o voto eletrônico seria abandonado.

No Brasil, mesmo com graves problemas, acusações de corrupção e fraude eleitoral desde 1995, o sistema que gerou muitas controvérsias foi implementado e continua sendo usado (NT: e continua igual até hoje e será o mesmo nas eleições de 2018)Nas eleições presidenciais de 2014, mais de 23 milhões de eleitores usaram uma urna biométrica, cerca de 16% do eleitorado.

Por outro lado, nos Estados Unidos, em vez de interromper as tentativas, parece haver uma febre de procurar implementar sistemas que foram suspensos em países com alta integridade eleitoral.

Nos Estados Unidos, cada Estado e cada condado determinam, de forma autônoma, a forma e os recursos eleitorais que utilizam. A partir de 1892, a primeira máquina de votação "Myers Automatic Booth" foi usada em Nova York. Em 1930 instalaram-se nas principais cidades e já em 1960 quase metade da população votou com estes sistemas. Nas eleições presidenciais de 2000, apenas 1,6% dos eleitores usaram cédulas de papel convencionais, ocasião em que George W. Bush foi declarado presidente, após acusações de fraude. Em 2012, nas eleições presidenciais, 56% dos eleitores usaram cartões de papel com ou sem um sistema de escaneamento óptico, com grandes filas e problemas técnicos em diferentes estados.

Na Venezuela, entre 1998 e 2003, foi utilizado o escaneamento ótico de votos. Em 2004, o registro direto com telas de toque de um recibo de comprovante foi incluído. Em 2012, foi concluído o processo de autenticação biométrica do eleitor com ativação da urna, até a contagem, transmissão, totalização e publicação dos resultados. Ou seja, o pacote "tudo em um", como é dito em publicidade ou "tudo incluído". É tão forte que Maduro, o sucessor de Chávez, afirmou com confiança que "Nós temos o sistema eleitoral mais perfeito do planeta". É claro que uma afirmação dessa natureza pode ser feita depois de ganhar 16 eleições em série.

O voto eletrônico não está implantado de forma geral a não ser na Estônia, no Brasil, na Venezuela, nos Estados Unidos (com as variantes apontadas), nas Filipinas e na Índia (governo-basco). A tecnologia Smartmatic é usada na Venezuela, no Brasil e nos Estados Unidos, e possui escritórios em Barbados, Panamá, Reino Unido, Holanda, Filipinas e Taiwan. 


Quatro pérolas para a amostra

No Livro Branco sobre votação eletrônica (Panizo Alonso) há referências a três casos de votação eletrônica que analisamos: Venezuela, Brasil e Índia, juntamente com alguns testemunhos publicados na mídia internacional sobre situações anômalas nos dois primeiros. Também adicionamos um testemunho de fraude eletrônica nos Estados Unidos.

Venezuela

" Às seis horas da tarde, quando os centros eleitorais na Venezuela tiveram que fechar, em 14 de abril de 2013, as eleições presidenciais tinham sido vencidas por Henrique Capriles Radonski. A dele era a banda tricolor que, no entanto, ao final de um processo manipulado, acabaria dando a vitória a Nicolás Maduro. Um sistema informatizado paralelo ao oficial permitia ao Chavismo saber em tempo real, ao longo do dia, a evolução do voto, bem como o número de votos falsos que deveriam ser produzidos para virar o resultado. Isso aconteceu no âmbito de um processo totalmente eletrônico, como é habitual na Venezuela, e com a cumplicidade do Centro Nacional Eleitoral (CNE). Grande parte da armadilha foi gerida a partir de Cuba (Blasco).

" O caso venezuelano é um caso muito singular por causa das circunstâncias que concorrem. A implantação de infraestruturas de votação eletrônica ocorreu em um contexto de forte controvérsia política que nunca é o melhor contexto, em uma sociedade altamente polarizada e com alta dose de desconfiança institucional baseada em fatores objetivos.

Os resultados do referendo revogatório de 2004 foram fortemente contestados e a oposição, dado o tipo de resultados que ocorreram, defendeu a tese de que houve manipulação generalizada do hardware das urnas eletrônicas, em particular as memórias flash que armazenavam os dados das urnas de distritos muito significativos que induziram resultados favoráveis ​​para Hugo Chávez. Os especialistas argumentaram, com base nos resultados da participação e no sequenciamento de votos, que muitas dessas memórias foram substituídas por outras com resultados pré-fabricados.

" É conveniente saber que o papel desempenhado pela Fundação Carter foi devastador (Panizo Alonso). Os peritos destacados por esta fundação não estavam de forma alguma qualificados para avaliar as infraestruturas de votação eletrônica e os diferentes analistas concordam que os resultados de sua observação não foram muito esclarecedores. 

Os protocolos de implantação para estas infraestruturas eram muito deficientes e acima de tudo opacos e, para colocar tudo, a oposição não adotou as precauções que o caso exigia, seguindo todos os processos de informação, intervenção e auditoria que são necessários. Apenas um grupo de especialistas chamado GST (Technical Monitoring Group) foi autorizado a produzir relatórios que não eram públicos ou vinculativos.

Nas últimas eleições de 2013 a leitura das impressões digitais foi incluída para a autenticação do eleitor na própria rede de votação provocando ainda mais controvérsia. Além disso, o cidadão deposita o voto em papel gerado no DRE em uma urna convencional, com a qual o voto pode ser roubado e produzir uma cadeia de coerção também chamada de "voto controlado em cadeia".

Brasil

" Durante o seminário chamado "A máquina de votar é segura? ", No Rio de Janeiro, um jovem hacker de 19 anos, identificado pela segurança como "Rangel"e acompanhado por um especialista em transmissão de dados e pelo chefe de polícia do Rio de Janeiro, por meio do acesso ilegal à intranet do Tribunal Eleitoral do Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi, estava modificando e beneficiando certos candidatos sem que fosse detectado oficialmente " (Ciências).

"O Brasil é outro caso especial porque, devido à complexidade orográfica e à história de fraude e manipulação eleitoral, o voto eletrônico surgiu como a única saída viável. Para nos dar uma ideia, já nas eleições municipais de outubro de 2000, 109 milhões de cidadãos votaram eletronicamente. Além disso, os analfabetos tiveram oportunidade de votar  (20% da população). Em todo caso, em 2012, o professor Aranha e sua equipe da Universidade de Brasília conseguiram hackear a urna eletrônica em seu país. Isto se soma ao fato de que, em janeiro de 2013, um hacker demonstrou ao vivo no Rio de Janeiro como acessar a intranet da rede do Tribunal Eleitoral da cidade e manipular os resultados sem ser detectado [60]. Assim, podemos estabelecer que o sistema precisa ser melhorado para gerar a confiança necessária no eleitorado. Apesar de tudo, neste país, considera-se que o VE foi adequado porque o voto convencional gerava ainda mais inconvenientes do que o baseado na tecnologia (Panizo Alonso).

Estados Unidos

Antes da Comissão Eleitoral do Estado de Ohio, em dezembro de 2004, Clinton Eugene Curtis, um programador de sistemas, ante da pregunta se existem programas que permitissem falsificar as eleições, respondeu nitidamente: -Sim. E então ele explicou que, em outubro de 2000, ele escreveu um programa experimental que fez isso. Converteu o voto 51 em 49 a favor de quem se queria, em qualquer tipo de eleição. Perguntado se as autoridades poderiam ter detectado o tipo de programa que ele escreveu, ele respondeu que "eles nunca poderiam tê-lo visto" (Infocon).

Índia

É outro caso excepcional tanto pelo número de eleitores, 668 milhões, quanto por ser o pioneiro no uso do voto eletrônico (alguém já pensou em fazer votos para todos esses eleitores com a multidão de partidos políticos apresentados?).

Este poderia ser um bom exemplo de como fazer as coisas, especialmente se levarmos em conta que o voto tradicional neste caso seria muito complexo, para não dizer inviável devido ao número muito elevado de eleitores e opções políticas, a rede de comunicações arcaica e a enorme extensão do país. Mas em 2010, o professor Halderman, da Universidade de Harvard, demonstra que o EVM não garante a impossibilidade de manipulações e demonstra como modificar os resultados. Mais do que nunca, as palavras de David L. Dill, que é professor na Universidade de Stanford e presidente fundador da Verified Votting Foundation, fazem sentido que o verdadeiro propósito de uma eleição não seja os vencedores presumirem que venceram, mas sim convencer os perdedores que eles perderam. 

Portanto, o processo foi questionado e um período de profunda revisão já começou (Panizo Alonso).

Para terminar esta parte, eu revejo o Professor J. Alex Halderman, Professor de Ciência da Computação e Engenharia, que em um curso na Universidade de Michigan "Garantindo a Democracia Digital" informa aos estudantes que as eleições são um problema real. segurança e que o uso crescente de sistemas de computador "cria novas oportunidades para fraudes, novas formas de eleições darem errado", além de que a fraude eleitoral é tão antiga quanto os processos de votação. E explica que os donos da tecnologia não querem que ninguém tenha acesso aos segredos do software independentemente deles, o que agrava a situação devido aos evidentes problemas de insegurança dos programas utilizados nos sistemas eleitorais (Halderman) .

Em conclusão, o uso de tecnologias de computador e ferramentas, ainda não são confiáveis ​​o suficiente e, acima de tudo, estão mais disponíveis para aqueles que querem fazer uma fraude mais refinada e imperceptível.

A Infobae America compila as 14 eleições que Chávez enfrentou desde que chegou ao poder. Para o qual duas eleições são adicionadas com Maduro.


  1. Eleições presidenciais de 1998: Chávez triunfou com 56% dos votos, contra 40% de Henrique Salas Romer. Ele assumiu em 2 de fevereiro de 1999 e naquele dia ele jurou sobre a "moribunda" Constituição de 1961.
  2. Constituinte de abril de 1999: uma esmagadora maioria de cerca de 90% dos eleitores decidiu convocar uma Assembléia Constituinte para redigir uma nova Constituição. Houve altas taxas de abstenção.
  3. Constituinte de dezembro de 1999: 72% dos eleitores aprovaram a nova Constituição, que deu início à chamada Revolução Bolivariana. A nova Carta Magna determinou a natureza unicameral do Congresso (Assembléia Nacional), reorganizou os poderes públicos, aumentou o mandato presidencial de cinco para seis anos, estabeleceu a possibilidade de reeleição imediata por um período, garantiu o direito de voto aos militares ativos e, entre outros, mudou o nome do país para a República Bolivariana da Venezuela.
  4. Eleições presidenciais do ano 2000 : Chávez conquistou 60% dos votos contra 37,5% de seu principal candidato, Francisco Arias, pelo mandato que iniciou em 2001. Esse evento é conhecido como as "mega-eleições", já que eles se reuniram depois de aprovar a nova Carta Magna para todos os cargos, incluindo governadores e prefeitos.
  5. Referendo de 2004: em agosto, 59% dos quase 10 milhões de eleitores decidiram a permanência de Chávez no poder em um referendo promovido pela oposição para revogar seu mandato.
  6. Regional 2004 : o partido no poder ganhou 22 dos 24 estados, bem como mais de 80% dos prefeitos. A oposição foi enfraquecida ao perder seis das oito províncias que controlava e a grande maioria dos 220 municípios que detinha desde 2000.
  7. Legislativo de 2005: os 165 assentos da Assembléia Nacional foram ganhos pelo Movimento da Quinta República (MVR) ou simpatizantes de Chávez, depois que a oposição se retirou do concurso, alegando falta de confiança no árbitro eleitoral. A abstenção foi de 75 por cento.
  8. Eleições presidenciais de 2006 : no início de dezembro, Chávez foi reeleito com 62%, contra 37% do candidato da oposição Manuel Rosales, e prometeu levar a Venezuela ao "socialismo do século XXI".
  9. Reforma de 2007 : Chávez sofreu sua primeira derrota eleitoral após anos de vitórias esmagadoras, quando sua proposta de reformar a Constituição para aprofundar o projeto socialista foi rejeitada por uma margem muito estreita.
  10. Regional 2008 : realizaram-se no final de novembro para eleger 603 cargos entre governadores, prefeitos e vereadores. Embora a oposição tenha conquistado estados e prefeituras emblemáticos, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conseguiu mais uma vez a maioria do poder regional.
  11. Emenda de 2009 : no final de 2008, Chávez propôs um plebiscito para eliminar os limites à reeleição de cargos públicos fixados na Constituição de 1999. A votação ocorreu em fevereiro de 2009 e o "Sim" venceu com quase 55 % dos votos
  12. Legislativo de 2010: em setembro os membros da Assembleia Nacional (AN) foram eleitos até 2016. O partido no poder ganhou a maioria dos assentos. No entanto, a oposição afirmou que o voto popular estava muito próximo e que o partido de Chávez não alcançou dois terços dos cargos necessários para aprovar grandes reformas.
  13. Eleições presidenciais de 7 de outubro de 2012: o líder bolivariano venceu Henrique Capriles com 55,07% dos votos.
  14. Regional de dezembro de 2012: o bolivariano tinha menos de uma semana de pós-operatório em Cuba quando estas eleições foram realizadas, onde o partido no poder obteve uma vitória retumbante.

Agora volto para falar de nós e do sistema eleitoral brasileiro.

Leu  até aqui?  Ficou claro que este problema está entre as principais preocupações das democracias atuais e que a votação eletrônica não tem sido bem aceita?

Os brasileiros, vitimas de uma poderosa propaganda governamental, ainda acreditam que nosso sistema de apuração de votos é evoluído, no entanto o nosso sistema de urnas eletrônicas e de totalização de votos é o mais atrasado de todos. 

É como se achássemos que a nossa carroça fosse tecnologicamente mais avançada que um Porsche fabricado na Alemanha. Esta afirmação parece exagerada? Parece, mas, não é! Explico a seguir.

Antes observe a seguinte figura:


Depois, leia o seguinte artigo (publicado em agosto de 2014):

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QUEM É JAVIER LOAIZA, o autor do artigo traduzido?

É colombiano, nasceu e mora em Bogotá.
Veja agora o perfil profissional do autor apresentado por ele próprio, em seu blog:
  • Javier Loaiza: Escritor, estratega, consejero, entrenador de líderes, con más de 28 años de experiencia en liderazgo, renovación de partidos y gerencia política. Analista político y consultor.
  • Director de la Escuela de Gobierno Tomás Moro, EGTM, que capacitó más de 3.500 dirigentes políticos en Iberoamérica; Coordinador del programa de Postgrados en Ciencia Política a Distancia/Virtual de la Universidad Politécnica de Madrid, UPM; Profesor de postgrado de la Cambridge Graduate University International, CGUI; docente de postgrado en la Universidad Católica de Colombia; docente Universidad Javeriana, Bogotá. Presidente de la Junta Directiva de la Fundación Juliana para el Desarrollo Humano Sostenible, en Bogotá, y Secretario del patronato de la Fundación Escuela de Gobierno, de España.
  • Vicepresidente del Foro Iberoamericano Ideas para la Democracia, y coordinador de formación de la Red Latinoamericana y del Caribe para la Democracia, REDLAD. Promotor de la “Red Manos Limpias, RML” para la transparencia y rendición de cuentas (http://tomasmoro.net/RedML/)
  • Creador y editor del portal de información y análisis políticonuevapolitica.net y la Revista NUEVA POLÍTICA. Ha dictado más de 300 conferencias por toda Latinoamérica y el Caribe, España y Estados Unidos. Expositor y miembro del Forum 2000 creado por Vaclav Havel, en Praga, República, Checa.
  • Ha publicado los libros “La Farsa Electoral”, “Partidos de Ciudadanos”, “El Tamaño del Cambio” (Libros en Amazon); ha realizado investigaciones sobre temas políticos y, publicado numerosos ensayos y artículos en revistas y periódicos. Autor de “Guía para el Pensamietno Estratégico” y Liderazgo en la Gestión púbica” y coautor de 18 Libros Digitales (e-books) adicionales sobre temas relacionados con la política y las campañas electorales.
  • Analista político en programas de TV y radio nacionales e internacionales, como Panorama Latinoamericano de la Voz de América (Washington, D.C.), Noticias Electorales (Buenos Aires), y en Colombia: En Jaque, Zoom a la Noticia, 360 Grados, Nocturna de RCN, entre otros.


𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼
Almir Quites

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