quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Eleições no reino da sem-vergonhice

Por Almir M. Quites



As eleições deste ano vão servir para acabar com o reino fagueiro da sem-vergonhice no Brasil ou vamos nos preocupar mais com a Copa do Mundo da Rússia?

Para que servem as eleições deste ano? Esta pergunta é complexa e engloba muitas outras perguntas. A primeira que deve ser respondida é: vale à pena escolher um candidato e votar?

Todos os políticos notoriamente corruptos querem recuperar a economia brasileira. Afinal, para eles, a economia brasileira é a "galinha dos ovos de ouro". Ela pode estar à míngua, na penúria extrema, mas precisa continuar pondo seus ovos dourados. O que o político corrupto não quer é salvar as instituições brasileiras! O que os políticos corruptos não querem é salvar e concertar a democracia brasileira! 

Precisamos de políticos que queiram de fato renovar as instituições políticas brasileiras. Precisamos de uma Constituição verdadeiramente cidadã. Esta que está aí foi feita por políticos e sob medida para os políticos e seus herdeiros. O organismo do Brasil (poderia ter dito "da galinha de ovos de ouro") está podre e não adianta continuar pensando apenas em alimentá-lo como sempre. 

Até mesmo as eleições estão sob o controle dos políticos corruptos. São os caciques políticos que escolhem os candidatos e distribuem os recursos de campanha. Obviamente o fazem pelo critério de fidelidade pessoal. O Estado coloca uma fortuna nas mãos destes caciques para que façam uma robusta e cara campanha eleitoral. Não há candidatos independentes! Todos os candidatos precisam puxar o saco dos poderosos caciques para ter chance eleitoral. O eleitor, coitado, pode votar em qualquer um que dá no mesmo! 

Os corruptos também controlam a apuração eleitoral eletrônica. Se for necessário corrigir o resultado eleitoral, não há problema, porque eles controlam as urnas-computadoras. A apuração eleitoral é secreta e feita por pessoas desconhecidas que operam os softwares também secretos. Não há possibilidade alguma de auditagem independente destes softwares (tanto das urnas eletrônicas como os da totalização dos boletins de urna). Isto é uma vergonha! Chega! 

Eu não voto! Não participo desta farsa! Faço o Protesto do Joãozinho!

Para quem ainda não entendeu a questão das urnas eletrônicas, recomendo as seguintes leituras: 

Uma parte dos brasileiros deposita suas últimas esperanças nas eleições de 2018. Com certeza terão mais uma enorme desilusão. Outra parte, a grande maioria, vai se envolver, a cada dia mais, no processo eleitoral, como fanáticos que torcem por seu time de futebol. Ambos os grupos são vergonhosamente enganados! Ainda não se deram conta de que eles não controlam o resultado eleitoral, ainda que votassem em massa no mesmo candidato. Quem tem o controle final sobre o resultado eleitoral são os técnicos do TSE que fazem os softwares. No Brasil a apuração eleitoral é secreta e feita com softwares. Os eleitores perderam o direito de fiscalizar a apuração eleitoral há 22 anos!

A URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA É INCONSTITUCIONAL porque não respeita o princípio da transparência do ato público, consagrado no artigo 37 da nossa Constituição. As democracias exigem transparência. Este fato deveria causar enorme descontentamento e/ou indignação popular, mas o povo brasileiro não tem consciência da importância do pacto social e não compreende o que se passa na política. Assim, o povo empobrece e os corruptos políticos se locupletam!

No sistema de apuração eleitoral vigente no Brasil, as denúncias de fraude não podem ser apuradas porque não há como fazer prova! As provas só ficam acessíveis ao próprio réu, ou seja, a quem normatiza, administra e executa o processo eleitoral. É por isso que o nosso sistema é rejeitado no mundo inteiro. Repito que, antes, no tempo da urna de lona (urna sem circuitos eletrônicos), bastava que ela fosse indevassável, inexpugnável. Agora, além disso, ela tem que ser honesta. Em outras palavras, o infrator não está na seção eleitoral, mas os comandos dele estão lá, dentro da urna, no software e/ou no hardware. 

Há outra razão pela qual as denúncias de fraude não prosperam. No Brasil, há uma danosa concentração de poder no TSE. A Justiça Eleitoral compra a urna eletrônica, faz os programas, instala-os, opera-os e ainda estabelece as regras eleitorais. Portanto, a própria Justiça Eleitoral é quem administra e executa o processo de escolha das maiores autoridades nacionais e é também ela quem julga as denúncias de fraudes.

Então, há dois tipos de problema: 
        1) o jurídico-institucional: a concentração de poder da Justiça Eleitoral. Só no Brasil isto acontece. O corolário da concentração de poder é o autoritarismo. A Justiça eleitoral julga processos em que ela mesma é ré. 
        2) o administrativo: o modelo de votação e apuração imposto pelo TSE não aceita auditoria real, independente, eficaz.

A segurança das urnas eletrônicas deveria interessar a todos nós, mas a propaganda foi tão sedutora que o povo passou a ter fé cega e prematura no sistema. Como é bom acreditar que só o Brasil tem tecnologia para fazer uma urna eletrônica capaz de apurar os votos de todo o país em um só dia! É bom, mas é mentira! A urna eletrônica é importada, mas a propaganda oficial diz que ela é "100% brasileira"! Os governantes repetem esta mentira à viva voz. 

Confira e indique alguns dos artigos a seus amigos. Comente com eles! Assim fica mais fácil de divulgar este grave problema. 

Os brasileiros estão sendo iludidos há 22 anos! Por que será que é tão difícil a conscientização popular sobre algo tão elementar?
   
A urna eletrônica emite o boletim de urna, mas não há como fazer a recontagem dos votos para verificar se o boletim emitido está correto. De fato, quem emite o tal boletim são os desconhecidos programadores do TSE, os quais escreveram o software inserido na urna. Não esqueça que software é um conjunto de comandos humanos!

Eu não voto! Entro na cabine eleitoral e, como tenho feito, faço o ...
Protesto do Joãozinho
O CONTO QUE CONTA A VERDADE SOBRE AS URNAS ELETRÔNICAS BRASILEIRAS (http://almirquites.blogspot.com.br/2014/05/conto-da-urna-eletronica.html)

Precisamos fazer um gigantesco protesto contra o processo eleitoral! Dele depende a nossa qualidade de vida!

Povo iludido é povo vencido, sofrido, doido varrido!

𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼
Almir Quites
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  1. Eleições no Chile: exemplo para o Brasil
  2. Teste Oficial de Segurança das Urnas Eletrônicas
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