sexta-feira, 25 de julho de 2014

GOVERNO POPULISTA E INCOMPETÊNCIA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Almir Quites - 22/07/2014

Um governo populista sempre acaba por promover a incompetência na universidade pública. O populismo é passional, portanto é o avesso da honestidade.

Uma universidade, mais que uma escola, deve ser uma instituição baseada fundamentalmente na MERITOCRACIA. A palavra meritocracia significa administração baseada no mérito em vez da posição social ou afinidades grupais. Mérito implica em mais habilidade, mais inteligência, mais esforço. Um Governo populista investe contra a meritocracia. 

Hoje em dia a meritocracia é freqüentemente usada para descrever uma sociedade onde riqueza, renda e classe social são estabelecidas por competição, assumindo-se que os vencedores, de fato, merecem tais vantagens. A crítica comumente feita à meritocracia enfatiza o incentivo ao egoismo, a arbitrariedade na escolha dos valores meritórios e a ausência de uma medida destes valores. No entanto, egoísmo e mérito são coisas bem diferentes; na ausência de escalas de mérito a arbitrariedade não estaria necessariamente excluída; a justa medida dos valores deve ser meta a ser alcançada com esforço.

Infelizmente a palavra “meritocracia” adquiriu, entre nós, uma conotação de “Darwinismo Social”, cujo sentido é usado para descrever sociedades agressivamente competitivas. No entanto, se em sociedade competitivas podem existir grandes diferenças de renda e riqueza, no outro extremo, em sociedades igualitárias, pela  ausência de direitos e deveres entre os seus membros, a "igualdade" de alguns é imposta sobre os outros. Se cada ser humano é um indivíduo diferente, não se deve fechar a consciência para isso! Igualdade jurídica sim (igualdade perante a Lei). Esta deve existir também numa sociedade competitiva. 

Qualquer sociedade é composta por todo o tipo de gente. Há os emotivos, os frios, os doentes, os sadios, os idiotas, os ignorantes, os inteligentes, os neuróticos, os paranoicos, os psicopatas, os burros, os lerdos, os egoístas, os solidários, os preguiçosos, os trabalhadores, os mentirosos, os honestos, os ladrões, em todas as nuances e combinações, cada um com diferentes idéias, gostos e aversões, esperanças e receios. Alguns serão capazes de liderar, para o bem ou para o mal, outros não.

O mérito não pode ser suprimido numa sociedade. Portanto, primeiramente é preciso começar pela definição de parâmetros que possam dar mais tangibilidade ao conceito. O tripé que caracteriza o mérito é formado por habilidade, inteligência e esforço. Competência analogamente é embasada também em três vetores que são: Conhecimento (saber), habilidade (saber fazer) e finalmente atitude (saber agir ou ser).

Uma sociedade evolui quando aprende a medir estes vetores. Qualquer organização, em especial uma universidade, deve saber exatamente quais competências individuais necessita para o cumprimento de sua missão, visão e valores, em suma, para orientar o seu planejamento estratégico, e deve também estabelecer a coerência com o indispensável Plano de Carreira (plano de cargos e salários). 

Numa organização que não seja meritocrática não vale nada ter algum mérito. É mais fácil ser incompetente. 

Imagine agora, o mal que o populismo causa no país inteiro, num continente e até no mundo. 

Veja este vídeo:
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