domingo, 22 de abril de 2018

Eleições no Paraguai e sua história recente

Por Almir M. Quites
A urna de plástico transparente usada no Paraguai
Hoje tem eleições no Paraguai. Quatro milhões e 200 mil eleitores vão às urnas. Instruções como "Ehai ko'ápe"   ou "marque aqui", em guarani   constarão, pela primeira vez, das cédulas eleitorais presidenciais.

O candidato Mario Abdo Benítez é considerado favorito, o que deve dar ao Partido Colorado mais cinco anos à frente do governo paraguaio. Também serão eleitos senadores, governadores e deputados.

A apuração eleitoral é manual e o resultado final será anunciado ainda hoje, antes das 23 horas.

O Paraguai, tal como Argentina e Uruguai, usa o velho sistema de votação (de 240 anos!) de representação proporcional conhecido como Método D’Hondt o qual ainda é utilizado na maioria dos países de língua inglesa.
No Paraguai não existe reeleição. Ninguém pode ser presidente maia que uma vez. Nem mesmo quem ocupou a presidência por pouquíssimos dias pode ser candidato.

O Paraguai utilizou a urna eletrônica brasileira em 2001, 2003, 2004 e 2006, porém, desistiu. Na eleição presidencial de 2008, o uso da urna eletrônica brasileira foi proibido pela Justiça Eleitoral do país (por falta de confiança no equipamento). Hoje o Paraguai usa o velho e insuperável voto de papel, o qual é utilizado em todas as democracias do mundo.
Trata-se do mesmo Paraguai que em 2012 sofreu um duro golpe baixo de seus vizinhos. Ao depor constitucionalmente o presidente Fernando Lugo, foi punido pelo Brasil e pela Argentina com o afastamento do MERCOSUL. O castigo ao Paraguai foi defendido pelo governo Dilma Rousseff, atitude que provocou profunda indignação no nosso vizinho país, especialmente porque foi substituído no MERCOSUL pela Venezuela, país sob ditadura bolivariana. Que pais é este, tão próximo e tão desconhecido? Pois acredite, ele tem uma bela história para nos contar. Por muitos anos, o Paraguai foi o país mais pobre da América do Sul, destroçado pela ditadura de 35 anos do general de exército Alfredo Stroessner. Foram 35 anos de ditadura, de 1954 até 1989, a qual destruiu as instituições nacionais. Nesta época, a economia se baseava na falsificação de produtos, no contrabando, no tráfico de drogas e armas. Em 2003 a pobreza chegou a 50%. Mas hoje, mudou muito. Mesmo contando com 50% da população em nível de pobreza, o país soube aproveitar bem a estabilidade e a pujança dos mercados internacionais dos primeiros anos deste século, com a crescente demanda mundial de “commodities”. Toda a América latina, na época, beneficiou-se disto. No Brasil, este mesmo fenômeno era atribuído pela propaganda do governo petista a um milagre do "Salvador da Pátria", o presidente Lula, embora seu governo nada tivesse feito para que esta onda de bonança ocorresse. De lá para cá, o Paraguai crescia enquanto os gigantes Brasil e Argentina afundavam. O Paraguai já é o sexto produtor mundial de soja e continua crescendo. A pobreza do Paraguai passou de 50% para 28% e a taxa de desemprego é hoje de 7,5%, enquanto a do Brasil é de 13,7%. Atualmente, o Paraguai tem uma classe média pujante. A economia cresce desde 2003, sem parar, a taxa de 4,5% ao ano e passou a ser o refúgio de capitais para investimentos argentinos e brasileiros por ser um dos países mais estáveis da América, sem altos e baixos da inflação e com baixíssimos impostos.

Enquanto isso, estamos desde 2014 aguardando as eleições deste ano (2018), na vã esperança de que algo mude no Estado brasileiro.

Por que foi possível mudar o destino do Paraguai e nós não conseguimos mudar o nosso?

Continuamos sendo governados por uma oligarquia cleptocrática e participando de eleições viciadas como se fossem perfeitas. Continuamos crédulos!

Continue lendo aqui:
ELEIÇÕES DE FAZ DE CONTA
http://almirquites.blogspot.com.br/2018/02/eleicoes-de-faz-de-conta.html


POVO ILUDIDO É POVO VENCIDO, EMPOBRECIDO!

𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼

Almir Quites

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