segunda-feira, 19 de março de 2018

Debate não é bater nem debater-se

Por Almir M. Quites


Fonte: revista GeraçãoJC, editora CPAD
Autoria: cartunista Flamir Ambrósio.


Twitter, Whatsapp, Facebook, Instagram... As pessoas debatem, mas não se comunicam. Os debatedores batem e se debatem, mas não evoluem. Parecem escrever sem antes ler e pensar no que o outro escreveu. A grande maioria dá opinião sobre o que não entende e, se algum participante tiver conhecimento, não terá reconhecimento. Assim, o grupo de debatedores se nivela por baixo.

Os debates pelas redes sociais se caracterizam pela espontaneidade, pela irresponsabilidade e também pela frivolidade. Mesmo assim, os internautas firmam opiniões a partir de pequenas mensagens que, além de superficiais, tem baixíssimo grau de coerência, tanto entre si como com os fatos reais. Assumir posições políticas a partir destes debates virtuais é gravíssimo erro, com graves consequências. Multidões, levadas pelo "efeito manada", fazem "gol contra", quando apoiam políticos errados. 

Qualquer análise política requer um conhecimento muito mais profundo e muito mais extenso do que é possível pelas redes sociais.

Se eu simplesmente escrevesse, nas redes sociais, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um terrível legado do Estado Novo de Getúlio Vargas, imediatamente os internautas responderiam coisas como "o estado não era novo no tempo de Getúlio", "Getúlio Vargas era de esquerda" e "Getúlio era de direita". Logo alguém afirmaria que eu sou "idiota" ou "imbecil" e não faltaria um "kkkkkkk!" e uma brusca mudança de assunto, tudo entremeado com notícias falsas e perfis falsos, com gente que, sem saber, dialoga com robôs ou "cyborgs".

Não é possível discutir um tema como este nas redes sociais! Nestes meios, as crenças se tornam causas e, a partir delas, as pessoas afirmam ou negam teses, não para entender a realidade, mas simplesmente para reforçar sua própria crença e também para obter mais adeptos. Não hesitam nem mesmo em massacrar a matemática. O erro é sempre para o lado das preferências políticas.

No entanto, seria interessante que não fosse assim. 

Deveria haver um acordo pelo qual os debatedores realmente se comprometessem com um pouco mais de disciplina e seriedade!

Deveria haver o entendimento elementar de que debate é uma discussão entre pessoas, com o objetivo de expor e esclarecer opiniões ou ideias divergentes. Se a divergência não for aceita, não há debate. Todos perdem seu tempo.

Um debate, nas redes sociais, deveria servir para o aprendizado em grupo, aproveitando ao máximo os conhecimentos de cada participante.

O fato é que todo o aprendizado requer esforço pessoal, empenho. Com ele, consegue-se entender melhor os fatos, descortinar o novo em menos tempo e novas relações são mais facilmente percebidas. É como no esporte! O esporte é lúdico, mas exige empenho, esforço.

O debate proveitoso exige que cada um possa indicar aos demais textos bem feitos, escritos por gente responsável, sem outros interesses que não seja o compromisso com a verdade e com o grupo de debatedores. Cada debatedor deve ler os textos indicados com respeito pelo autor, ainda que depois de ler venha a questionar considerações ou assertivas. O primeiro esforço, no entanto, deve ser para entender o ponto de vista do outro. Simples assim!

Eu evito discutir qualquer tema sério pelas redes sociais. O que eu faço é escrever solitariamente artigos para o meu blog e usar as redes sociais apenas para indicar a leitura dos mesmos.

É o que vou fazer com relação Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Estado Novo. Vou contar a História toda, começando há cerca de 90 anos, pela pessoa de Getúlio Vargas, sua história e a nossa História. Só depois explicarei o que o TSE tem a ver com Getúlio Vargas.

Depois, num outro artigo, usarei estas informações para discutir a questão das urnas eletrônicas.

Aguardem!

Como um aperitivo, recomendo uma leitura sobre Direita e Esquerda em política. Não pensem que vou falar destes conceitos comuns que quase todos conhecem. Pelo contrário, vou mostrar como são precários esses conceitos. São da "Idade da Pedra"! Este artigo foi escrito em 2016. 

Leia aqui:
POLÍTICA E DECEPÇÕES PESSOAIS
http://almirquites.blogspot.com.br/2016/12/politica-e-decepcoes-pessoais.html


𝓐𝓵𝓶𝓲𝓻 𝓠𝓾𝓲𝓽𝓮𝓼
Almir Quites

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