quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Uma lista de envergonhar

Por José J. de Espíndola #

“O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.” (Barão de Itararé)

Eis, abaixo, como votaram os deputados por Santa Catarina. 


A lista geral dos deputados votantes segue abaixo:

Os nomes de Santa Catarina que ajudaram a dar a Temer a ‘Vitória da Mala’ estão destacados em vermelho, para maior exposição e opróbrio.

Você, cidadão catarinense, que não perdeu, ainda, a capacidade de envergonhar-se e indignar-se com a corrupção deslavada que assola o Brasil, inclusive com o Escândalo da Mala de Temer/JBS;

Você que se constrange com a vergonhosa oferta de cargos e liberações (tudo às expensas do contribuinte) ofertados por Temer, como moeda de troca por sua escapada da investigação no STF;

Você que não aceita como digno de gente honrada esta vil compra e venda de consciências no balcão em que se transformou o escritório do presidente;

Você que entende que - por Temer ter ser lado corrupto esgarçado pela delação de seu antigo companheiro de falcatruas, Joesley Batista, - as reformas da Previdência e Fiscal ficam definitivamente comprometidas, ao contrário do que falam os que venderam suas consciências no balcão do Planalto, tentando uma explicação para a safadeza que perpetraram;

Você que percebe que não se trata, aquela votação na Câmara, de uma questão partidária, mas de uma opção pela decência ou indecência;

Você, eleitor catarinense, arquive a lista abaixo, para só abri-la nas próximas eleições e dar àqueles deputados destacados (em vermelho) a resposta que eles merecem: não são compatíveis, como políticos, com o grau de educação cívica, política e moral do eleitor catarinense e não merecem o seu voto.
Negue a essa gente sua representação, que eles já demonstraram, à exaustão, a que fins e a que patrões costumam servir.

Carmen Zanotto (PPS) - NÃO
Celso Maldaner(PMDB) – SIM
Cesar Souza(PSD) - SIM
Décio Lima (PT) - NÃO
Esperidião Amin (PP) - NÃO
Geovania de Sá (PSDB) - NÃO
João Paulo Kleinübing(PSD) - SIM
João Rodrigues(PSD) - SIM
Jorge Boeira (PP) - NÃO
Jorginho Mello (PR) - NÃO
Marco Tebaldi(PSDB) - SIM
Mauro Mariani(PMDB) - SIM
Rogério Peninha Mendonça(PMDB) - SIM
Ronaldo Benedet(PMDB) - SIM
Valdir Colatto(PMDB) - SIM

# José J. de Espíndola é Engenheiro Mecânico pela UFRGS -- Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio -- Doutor (Ph.D.) pela Universidade de Southampton, Inglaterra -- Doutor Honoris Causa da UFPR -- Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM -- Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM -- Detentor da Medalha de Reconhecimento por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação na UFSC -- Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis -- Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.


P. S.: A propósito, colo abaixo artigo de Bernardo Mello Franco. Muito embora eu não comungue com ele suas enrustidas simpatias petistas, neste artigo eu o subscrevo ipsis verbis.
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Vitória da mala
Bernardo de Mello Franco, FSP, 03/08/2017

(Com uma nota de rodapé deste que vos fala #)


Uma mala cheia de dinheiro transformou Michel Temer no primeiro presidente do Brasil a ser denunciado no exercício do cargo. A acusação é forte, mas não dará em nada. A Câmara negou autorização para que o Supremo abra um processo contra o peemedebista.
A vitória de Temer é a vitória da mala. Ao blindá-lo, os deputados deixaram claro que provas não importam. O que mantém um presidente na cadeira é a sua capacidade de manter o Congresso no cabresto.
A instantes da votação, o governo ainda barganhava verbas e nomeações. O ministro Antonio Imbassahy circulava com uma lista de emendas e cobrava a fatura de quem ameaçava votar contra o presidente.
O clima de feira livre fazia par com a avacalhação no plenário. Deputados trocaram empurrões, atiraram dinheiro falso para o alto e encenaram uma guerra de bonecos infláveis. O presidente Rodrigo Maia alimentou o circo ao dizer que queria encerrar a votação cedo para assistir a uma partida de futebol na TV.
Na Câmara, o jogo foi digno dos piores campos de várzea. A oposição se embananou numa tentativa desastrada de adiar a sessão. O governo atropelou a lógica ao defender a blindagem do presidente.
Os papagaios do Planalto repetiam que engavetar a denúncia não significava garantir impunidade a Temer. A Justiça só precisaria esperar o fim do mandato para processá-lo. Isso equivale a dizer que todo suspeito de crime deve ser investigado, a não ser que esteja na Presidência.
Além de colher os frutos do fisiologismo, Temer saboreou a solidariedade de outros políticos na mira da lei. Celso Jacob, o deputado-presidiário, foi um dos 263 que apoiaram sua permanência no cargo. Depois de votar, ele retornou à sua cela na Papuda. *
Ao enterrar o caso da mala, a Câmara deu as costas ao eleitorado, que cobrava em peso a saída do presidente. No entanto, o abismo entre representantes e representados não chega a ser uma novidade da era Temer. 
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* “Celso Jacob, o deputado-presidiário, foi um dos 263 que apoiaram sua permanência no cargo. Depois de votar, ele retornou à sua cela na Papuda.”
Aqui cabe, como uma luva, o velho e sábio ditado latino: asinus asinum fricat (um burro coça outro burro).


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