quinta-feira, 10 de julho de 2014

PSEUDOCIÊNCIAS, SUPERSTIÇÕES E IDEOLOGIAS SÃO PERNICIOSAS.

Amigos, amigas!

Apresento aqui uma crônica (endereço está abaixo), mas antes gostaria de fazer um breve comentário. Alguns vão achá-lo óbvio e desnecessário, mas outros não vão gostar e, talvez até me critiquem.

O Brasil é um país onde 75% da população padece de analfabetismo funcional. Somos um povo que não valoriza o esforço, o mérito. Isto é um fato irrefutável, apesar de alguns mal informados, quer seja devido à ignorância inocente (falta de conhecimento), ou pela ignorância induzida (maliciosa, proveniente de informações errôneas e tendenciosas) preferirem acreditar no contrário. O povo brasileiro é presa fácil de pseudociências, superstições, mitos e utopias. 



O que alimenta a criação e difusão de mitos e pseudociências é a preguiça mental e o conforto psicológico. Muitos preferem isso em vez da busca árdua pela verdade. A escolha da fé, por exemplo, em detrimento de explicações científicas, dá-se pela escolha do caminho mais fácil e pela conveniência psicológica. Há quem se aproveite disto para ganhar dinheiro. Há também quem embarque inocentemente nesta canoa furada. 

O respeito do homem pelo conhecimento é uma das suas características mais desejadas. A palavra latina para conhecimento é scientia. Ciência tornou-se a designação da mais respeitável forma de conhecimento. Mas o que distingue o conhecimento da superstição, ideologia ou pseudociência?

De fato, o traço distintivo do comportamento científico é um forte ceticismo em relação a todas as teorias, especialmente às próprias teorias científicas, por mais acalentadas que sejam. A adesão cega a uma teoria não é uma virtude intelectual, mas sim uma atitude condenável. 

Assim, uma afirmação pode ser pseudocientífica mesmo que seja eminentemente “plausível” e todos acreditem nela; e pode ser de grande valor científico mesmo que seja inverossímil e ninguém acredite nela. Uma teoria pode até ter um valor científico extremo mesmo que ninguém a compreenda ou ninguém acredite nela.

O valor cognitivo de uma teoria nada tem a ver com a sua influência sobre a mente das pessoas. A crença, a adesão e a compreensão são estados da mente humana. Mas o valor científico e objetivo de uma teoria é independente da mente humana que a concebe ou a compreende. O seu valor científico depende apenas do suporte objetivo que essas conjecturas encontrem nos fatos. 

Todos sabem, mas muitos convenientemente esquecem, que o método científico apoia-se em dois pilares. O primeiro é a reprodutibilidade, ou seja, a capacidade de repetir uma determinada experiência, em qualquer lugar, e por qualquer pessoa. Por isso é de extrema importância a comunicação e publicidade dos resultados das pesquisas. O segundo pilar é a refutabilidade, ou seja, que cada declaração científica deve ser verificável e contestável, objetável. Leia um texto qualquer, se não atenta a estes princípios, então só pode conter sofisma e ilusão. 

O princípio da refutabilidade é importante em todas as áreas da vida, principalmente em política. Aquela famosa frase falsamente atribuída a Voltaire ("Eu não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las"), expressa justamente o desejo de que a contestação seja livre e seja um inalienável direito.

Pseudociências, superstições, mitos e utopias são perniciosas, perigosas e cobram caro de seus seguidores. Primeiro porque estes são doutrinados, em geral desde tenra idade, quando são mais vulneráveis. A doutrinação aprisiona o cérebro, que precisa fazer malabarismos para manter-se fiel às suas crenças, devidos aos conflitos diários destas com os fatos. Suas crenças os levam amiúde a atos desonestos e ao cometimento de injustiças. 

É o que mostra o texto abaixo: 

Espero que vocês o aprovem.

Almir
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NOTA:
Para ler outros artigos sobre ciência e as ciências, clique aqui:
http://almirquites.blogspot.com.br/p/ciencia.htm

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