domingo, 25 de agosto de 2013

O QUE É O VOTO IMPRESSO?

Vou explicar melhor este tal de voto impresso, porque recebi e-mails que dizem o seguinte: "ele facilita a compra de votos porque candidato que comprou o eleitor pode exigir que o COMPRADO mostre, ao sair da votação, o impresso para receber a segunda parcela". 

Não é verdade! Passo a explicar.

As urnas eletrônicas que imprimem o voto não comprometem o "sigilo do voto". Entenda por "sigilo do voto", o sigilo sobre a autoria de cada voto.


Existem diferentes sistemas eleitorais que imprimem o voto. Vou descrever um deles aqui.


O voto impresso pela urna eletrônica não fica na posse do eleitor! Na verdade, o eleitor nem toca no voto! O eleitor apenas o vê, impresso, por traz de um anteparo transparente, e confere se corresponde à sua intenção de voto. Se conferir, o voto cai automaticamente dentro de uma segunda urna, sob as vistas do eleitor. Esta segunda urna não é um computador, é uma caixa sem circuitos elétricos. Assim, o voto virtual (gravado em bits), o qual não é verificável pelo eleitor, passa a ter uma cópia real (física), a qual foi conferida pelo eleitor.


Repito, esta cópia não fica com o eleitor, mas na segunda urna, aquela que não é computador. Assim, a totalização dos votos virtuais que a urna eletrônica faz, pode, agora, ser conferida pela contagem dos votos reais (em papel). 


Se a contagem virtual feita pela urna não bater com a contagem real feita na urna real, então vale o resultado da urna real, porque nesta urna os votos foram conferidos por seus autores, ou seja, pelos eleitores.

Isto não atrasa a apuração eletrônica, a menos que haja discrepância entre o que a urna contou e a intenção do eleitor. A apuração paralela de cada urna pode ser feita em cerca de 20 minutos, com o testemunho dos fiscais (os quais hoje já não têm função) e de quaisquer cidadãos que tenham interesse.


A velocidade da apuração é obviamente menos importante do que fidedignidade do processo.


A razão do voto impresso é permitir 
a conferência do voto pelo eleitor (o autor) e também dos resultados da urna por meio de apuração posterior, além de permitir uma totalização paralela por qualquer organização, formal ou não.

Em outras palavras, a fidedignidade do sistema eleitoral informatizado passa a ser independente do software usado, o qual não pode ser auditado pelos auditores por seus próprios meios.

Este método já usado em outros países, inclusive aqui na nossa América do Sul pela Argentina e Venezuela.


Urnas eletrônicas com voto impresso são mais avançadas que estas urnas que usamos no Brasil. Aliás, este tipo atrasado de urna eletrônica só é usado aqui!



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